terça-feira, 27 de setembro de 2016

Fazer as vidas negras (Parte 2)

No passado sábado, 24 de Setembro, foi inaugurado em Washington o Museu Nacional de História e Cultura Afro-Americana, ligado ao Instituto Smithsonian. A abertura deste novo espaço de cultura, com tal específico tema, não poderia ter ocorrido em «melhor» momento…
… Mais concretamente, poucos dias depois de Barack Obama – como que confirmando que qualquer líder democrata, independentemente da cor da pele, ainda vê os descendentes dos escravos como obedientes servos de uma «plantação», se não literal então ideológica – ter apelado aos afro-americanos que votassem em Hillary Clinton para assim lhe darem uma despedida em beleza («a good send off»), não o insultarem pessoalmente e não porem em causa o seu «legado». Este, porém, e disso já não restam quaisquer dúvidas, é, será, em grande parte constituído por um aumento drástico e dramático da violência racial, evidente numa série de grandes e graves motins desde 2009, quando o Nº 44 tomou posse. O mais recente, e ocorrido também poucos dias antes da abertura daquele novo museu na capital norte-americana, teve lugar em Charlotte, na Carolina do Norte, após um cidadão negro ter sido morto a tiro por um polícia… negro por se ter recusado a largar a arma que trazia. De nada serviu que a decisão do agente da autoridade ter sido justificada, nem tal é uma atenuante, como uma dirigente da NAACP admitiu: esta morte serviu como mais um pretexto para mais uma onda de destruição em mais uma cidade com um mayor democrata, e em que mais cidadãos brancos foram vítimas de agressões, e mesmo de tentativas de assassinato, devido à cor da sua pele. Alex Griswold correctamente afirma que tais criminosos - que depois têm o descaramento de apresentar uma absurda lista de exigências, que inclui a abolição da polícia! - não devem ser chamados de «protestantes»…
… E Newt Gingrich e Rush Limbaugh também estão certos ao atribuírem a Barack Obama responsabilidades acrescidas e agravadas por este estado de coisas. Ao invés de contribuir para acalmar as situações de tensão, por mais do que uma vez o Sr. Hussein deu antecipadamente razão aos que clamam (injustificadamente) a existência de racismo deliberado e até mesmo institucionalizado nas forças da ordem; aliás, quem se lembra de, logo no primeiro ano, o actual presidente ter prematuramente «saltado para conclusões» e acusado agentes da lei de «agirem estupidamente»? BHO mais não é, no entanto, do que um «democrata típico» que faz do antagonismo, do divisionismo e do ódio racial um meio privilegiado para atingir o fim (da obtenção e/ou da manutenção) do poder político. É uma atitude que não se expressa apenas aquando de um tiroteio, de um «caso de polícia»: também noutras áreas, como o desporto, abundam exemplos de oportunistas que reclamam contra o «racismo» e a «discriminação», reais ou imaginários, sentidos pessoalmente ou registados geralmente, mas que, frequentemente, mais não são do que desculpas (esfarrapadas), coberturas para outro tipo de comportamento ou de insuficiência: é o caso de Colin Kaepernick, um jogador dos San Francisco 49’ers, que decidiu não se levantar quando o hino dos EUA é tocado no estádio em que vai competir (ou não, porque tem passado a maior parte do tempo no banco); quase inevitavelmente e previsivelmente, Obama veio dar-lhe (alguma) razão. Resultado? Uma quase «epidemia» de atletas, tanto profissionais como escolares, em várias modalidades, que desrespeitam um dos símbolos do país – o que se vem acrescentar à continuada, e já prolongada, hostilidade à bandeira, que, quantas vezes, quando não é destruída (queimada, quase sempre), é proibida por a sua exibição poder ser considerada uma provocação a «inocentes» imigrantes, legais ou ilegais! Um cúmulo da imbecilidade? Sem dúvida, mas ao mesmo (baixo) nível de alguém ser forçado a pedir desculpa por ter afirmado que os EUA não são uma nação racista
Quão estúpido, quão ignorante, quão manipulado – e manipulável - se tem de ser para se acreditar nas mentiras mais ridículas e mais rudimentares propaladas pelos democratas, e conformar-se em ser mais uma «vítima», mais um «agredido», permanente… que por isso mais disponível fica para passar a ser um agressor, em palavras e em actos? Não, não existe hoje qualquer «racismo sistémico» nos EUA, e desde os anos 60 do século passado quando os democratas o impunham no Sul. Não, e ao contrário do que diz essa patética personificação da senilidade com o  nome de Harry Belafonte, nem todos os mortos por polícias são negros… aliás, nem a maioria! No entanto, os factos não interessam a determinada gente, que preferem ficções ao ponto de criarem e até «viverem» numa realidade alternativa, imaginando um Mundo sem brancos, ou, vá lá, pelo menos, uma nova nação só para negros, resultado da agregação de cinco Estados – Alabama, Carolina do Sul, Geórgia, Louisiana e Mississippi! Ku Klux Klan e Black Lives Matter, duas excrescências do Partido Democrata cuja vocação comum é o racismo e a segregação; ontem como hoje, quer-se fazer as vidas negras, mais importância é dada à (cor da) pele do que ao carácter. Continua-se a cuspir em Martin Luther King: agora são os brancos a serem mandados para trás, e os negros auto-segregam-se em (supostos) «espaços seguros» (quartos separados em universidades) para os proteger de (supostas) «micro-agressões»! Que mais não são, como é óbvio, do que informações e opiniões que não lhes agradam – um «mal» que «afecta» igualmente muitos outros alunos que não são afro-americanos.
Enfim, e como contraponto, refira-se o caso de um jovem que foi morto, em Junho passado, pela polícia em Fresno, na Califórnia. Era branco; não houve, por causa dele, indignações, manifestações, motins… e não tinha qualquer arma quando foi atingido. Todavia, provavelmente teve o que «merecia»… porque, como qualquer caucasiano, era «culpado» de usufruir «white privilege».    

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Não há prémio(s) para o Obamatório

Afinal, e o que não constituiu qualquer surpresa (era, aliás, quase tão previsível como depois de domingo ser segunda-feira), a minha participação e a do Obamatório nos prémios «Blogs do Ano» promovidos pela Media Capital, para os quais me inscrevera no passado dia 31 de Agosto, terminou antes de ter começado. Porque, na verdade, a inscrição não significava participação: antes ocorreu uma selecção (?) em que um júri constituído por 17 pessoas – das quais apenas identifiquei duas que têm ou tiveram uma actividade minimamente consistente e continuada enquanto bloggers – seleccionou quatro candidatos para cada uma das dez categorias, que a partir de hoje, e até 19 de Outubro, receberão online os votos do público que irão determinar os vencedores «sectoriais» e o vencedor geral…
… E na categoria em que inscrevera o Obamatório - «Política, Economia e Negócios» - os «finalistas» são o Aventar, o Estado Sentido, Team Lewis, e Poupadinho e com Vales. E apesar da admiração que tenho por António Fernando Nabais e por Francisco Miguel Valada, eméritos companheiros no combate ao «aborto pornortográfico», tanto o(s) meu(s) voto(s) como a minha recomendação de voto não irão para o Aventar mas sim para o Estado Sentido. Quanto às outras categorias, merece o meu destaque a de «Entretenimento», em que é finalista o Malomil, na minha opinião o de maior qualidade.
Entretanto, na Media Capital em geral, e em especial na sua unidade mais importante, a TVI, é «business as usual», ou seja, a habitual «cobertura» de informação para um «recheio» de incompetência, propaganda e até de censura. Que não se restringe, obviamente, à actualidade nacional, e que na internacional, e em particular a dos EUA, não cessa (tal como a RTP e a SIC) de insistir mais recentemente nos (de facto bastantes) defeitos de Donald Trump enquanto atenua e mesmo omite os (muitos mais, e bem maiores) defeitos de Hillary Clinton. Ainda hoje, no «Jornal da Uma», Cristina Reyna classificava o AfD, partido da «extrema-direita» alemã que conseguiu um bom resultado nas eleições regionais de ontem em Berlim, como sendo «anti-imigração» - o que é, evidentemente, falso. Porém, só mesmo quem tem graves insuficiências intelectuais é que ainda espera isenção e rigor das três principais estações de televisão nacionais.         

domingo, 11 de setembro de 2016

Agora, também a traição (Parte 2)

(Uma adenda no final deste texto.)  
15 anos depois dos piores ataques aos EUA alguma vez cometidos em solo do país, e por terroristas islâmicos, por mais que isso custe aos devotos da chamada «religião da paz», o que faz – aliás, o que continua a fazer – a actual administração, o governo federal, a presidência, do país? Continua a pagar, a entregar dinheiro, autênticos resgates, de muitas centenas, mais, muitos milhares de milhões de dólares – e em notas carregadas em aviões, não por transferências bancárias! – a terroristas islâmicos, a apoiantes de terroristas islâmicos. Uma vez mais, Barack Obama e os seus cúmplices cometem actos de traição contra a nação, e a esta mente, repetida e desavergonhadamente.
Inicialmente, a Casa Branca nem quis admitir que pagara 400 milhões de dólares em troca da libertação de quatro prisioneiros norte-americanos no Irão. Porém, foi forçada a fazê-lo, porque insistir no contrário tornara-se inútil após o regime de Teerão ter divulgado um registo vídeo da… operação. No entanto, convencido aparentemente de que pagara pouco, o Sr. Hussein decidiu desembolsar mais 1,3 biliões de dólares! O que se conseguiu entretanto com tanta «generosidade»? Pelo menos, para já, duas grandes «vantagens»: primeira, um acordo secreto com os iranianos que permite a estes (que «surpresa»!) construir bombas, para as quais, entretanto, já deverão ter encontrado «meios de transporte»; segunda, um aumento de 50% em 2016 dos incidentes – na verdade, das provocações – da marinha daqueles com navios norte-americanos – e em que estes, numa demonstração, por parte dos seus comandantes, de terem já completamente assimilado a «flexibilidade» do «comandante-em-chefe», mudam de rota para não abalroarem os barcos dos «ai-as-tolas». Pois, quem diria que o comportamento dos iranianos iria piorar depois do famigerado acordo? 
Existem, evidentemente, outras formas de colaboracionismo para com os terroristas por parte dos democratas. A 15 de Agosto foi anunciado que mais 15 prisioneiros de Guantánamo haviam sido libertados e enviados para os Emirados Árabes Unidos; foi a maior «transferência» do género até agora feita pela actual administração, embora a mais polémica tenha sido a troca, feita no ano passado, de quatro líderes talibãs pelo desertor e (quase de certeza) traidor Bowe Bergdahl. Não restam muitas dúvidas de que é desta forma, como que a «conta-gotas», que Barack Obama quer cumprir a sua velha promessa eleitoral… e, ao mesmo tempo, colocar em risco ainda maior a segurança nacional. Infelizmente, os terroristas que saem dos EUA (sem garantias de que não voltarão a pegar em armas, há que recordar) são mais do que (potencialmente) «compensados» pelos jihadistas dissimulados de «inocentes» imigrantes (algo que o ISIS avisou que faria, o que aconteceu na Europa) que continuam a entrar no país: a 29 de Agosto a Casa Branca anunciou, com orgulho, que o refugiado sírio número dez mil acabara de chegar com um mês de antecedência. E, na primeira semana de Setembro, foram quase 800… Trata-se de um «ritmo» que, para alguns, não é suficientemente rápido: Judy Chu, representante democrata da Califórnia (obviamente!), acredita que se pode e deve ir até aos cem mil; não surpreendentemente, e infelizmente, mais de 98% dos que já entraram são muçulmanos, apesar de os cristãos do Médio Oriente serem o grupo étnico-religioso mais visado pelos assassinos do Estado Islâmico.
Porém, no Nº 1600 da Avenida da Pensilvânia não existem preocupações: ali, a 21 de Julho último, durante uma recepção assinalando o «Eid al-Fitr», o final do Ramadão, Barack Obama declarou que os muçulmano-americanos «são tão patrióticos, tão integrados, tão americanos como quaisquer outros membros da família americana». Como acontece com muitas outras afirmações do Sr. Hussein, esta é altamente duvidosa, algo fantasista, quando não completamente falsa: há um ano foi divulgado um estudo indicando nada mais nada menos do que 51% dos maometanos residentes nos EUA prefeririam, se tal fosse possível, viver segundo a Sharia e não a Constituição. Digamos que não é muito provável que em 12 meses esse número se alterasse (reduzisse) significativamente… E não é certamente o melhor exemplo de «integração» a família Alshami que, após (o marido e pai) Ahmed ter sido detido, acusado de fraude (com food stamps, senhas de alimentação) e lhe ter sido fixada em tribunal, antes do julgamento, uma fiança de dois milhões de dólares, a esposa e a filha gritaram «Fuck America!» e espetaram o dedo do meio para os jornalistas que as aguardavam…                    
Para as (verdadeiras) vítimas do terrorismo é que nem sempre parece haver a maior das considerações: mais de um ano e meio depois de o ter prometido, Barack Obama ainda não fez qualquer donativo à fundação criada pelos pais de Kayla Mueller, jovem norte-americana que, quando na Síria em trabalho humanitário, foi raptada, violada (alegadamente pelo próprio líder Abu Bakr al-Baghdadi) e assassinada pelo ISIS. Assim como não houve – mas isso não é novidade – consideração constante, por parte de BHO (e de Hillary Clinton, e de outros democratas) para com diversos assessores, consultores, especialistas, civis e militares, em segurança e (combate ao) terrorismo. Não surpreende que o Sr. Hussein tenha faltado ao «intelligence briefing» diário… de 12 de Setembro de 2012, ou seja, no dia seguinte ao do ataque ao consulado em Benghazi. E também não é de admirar que o General Michael Flynn, que durante cinco anos assumiu cargos de topo e desempenhou funções de elevada responsabilidade na actual administração no âmbito da inteligência, nesse período nunca teve uma reunião com o presidente! O que não o impediu de se aperceber de que o Nº 44, aquela que quer ser a (o?) Nº 45, e aqueles que os rodeavam, não estavam interessados em informações e em pareceres que negassem a sua narrativa pré-concebida de desvalorização do extremismo islâmico, tendo nesse sentido inclusivamente purgado manuais, documentos e outros materiais que não se coadunassem com a «conversa alegre» que preferiam.
Por tudo isto, o discurso que Barack Obama fez hoje, e em que assegurou que «como americanos, não cedemos ao medo», destacado e elogiado por vários órgãos da comunicação social (incluindo em Portugal), é mais uma ofensiva demonstração de hipocrisia, e até de obscenidade. Não é de estranhar que 42% dos americanos se sintam menos seguros agora do que antes de 2001 (eram 27% em 2014): afinal, em 2015 e em 2016 (que ainda não terminou) registou-se no país o maior número de mortos por terrorismo desde o segundo ano do novo milénio – e isto sem contar, claro, com as muitas outras vítimas em outras partes do Mundo, com (trágico) destaque para a Europa. Por isso, sim, Dick Cheney tem razão ao afirmar (com a filha Liz, em artigo no Wall Street Journal) que «nenhum outro presidente (além do sucessor de George W. Bush) fez mais para enfraquecer os EUA».
(Adenda – Nesta semana que passou a seguir ao 15º aniversário dos ataques de 2001, houve quem decidisse «comemorar» recriando, ou tentando recriar, embora – felizmente! – a uma escala menor, esses ataques.  A 15 de Setembro, em Nova Iorque, um muçulmano esfaqueou dois polícias e foi atingido a tiro; previamente, em Julho, havia sido detido quando gritava «Alá é grande!» em frente a uma sinagoga em Brookyn. A 17 de Setembro, outro muçulmano, também gritando «Alá é grande!», esfaqueou oito pessoas num centro comercial em St. Cloud, no Minnesota. No mesmo dia, duas explosões em ambos os lados do rio Hudson: uma em Seaside Park, em Nova Jersey, que não causou vítimas, e num local onde iria passar uma corrida; outra em Chelsea, em Nova Iorque, que provocou quase 30 feridos; nos dois casos outros engenhos explosivos, não detonados, foram depois descobertos – e o de NI assentava numa panela de pressão, tal como os irmãos Tsarnaev fizeram em Boston. Apesar de reconhecer que a explosão na «Grande Maçã» havia sido «intencional», Bill de Blasio alegou não haver provas de que era terrorismo! Neste contexto, alguém poderia ser mais ridículo do que o comunista que é presidente da câmara da maior cidade dos EUA? Claro que sim: o próprio presidente dos EUA, que, quase em simultâneo com este mais recente atentado, discursava e se divertia com alusões ao ISIS – que, entretanto, celebrou a detonação em Nova Iorque e reconheceu o atacante no Minnesota como sendo um «soldado» seu.)        

terça-feira, 6 de setembro de 2016

É favor não incomodar

(Uma adenda no final deste texto.)
Em Janeiro de 2009, no meu artigo «As verdades e as mentiras sobre George W. Bush», publicado no Diário Digital, e que constituiu aliás o tema do meu primeiro post aqui no Obamatório, tentei fazer um resumo razoavelmente rigoroso dos dois mandatos do 43º presidente dos EUA, servindo também como reacção aos balanços extremamente negativos e até insultuosos que então se faziam (e continuam a fazer). Um dos pontos fulcrais da presidência do filho do Nº 41 esteve numa grande catástrofe natural, e a reacção da sua administração a ela…
… E foi assim que eu a analisei: «A terceira grande “cruz” de George W. Bush foi a devastação causada pelo furacão Katrina em 2005 no sul do seu país, muito em especial no estado do Louisiana e na sua cidade mais importante, Nova Orleães. E se ele não foi culpado pelo furacão propriamente dito (e daí, quem sabe...) foi culpado pela deficiente manutenção dos diques que defendem a capital do jazz das águas e pela tardia e insuficiente assistência prestada aos sobreviventes. Certo? Errado! Em muitos países, e incluindo Portugal, não se tem a percepção de como a organização do poder político e administrativo nos Estados Unidos é diferente. No nosso país qualquer desastre de menor dimensão pode suscitar a intervenção do governo central, de ministros ou até do primeiro-ministro. Mas não nos EUA: lá os primeiros responsáveis são os governos dos diferentes estados – que, é preciso não esquecer, são autónomos ao ponto de terem também os seus próprios parlamentos e legislação. E o Louisiana é um estado que durante muitos anos, décadas, foi quase sempre governado por democratas – em quase 150 anos só houve três governadores republicanos, incluindo o actual, Piyush “Bobby” Jindal (de ascendência indiana!). Aquando do Katrina era Kathleen Blanco, uma democrata, que ocupava o cargo. E tão “irritados” estavam os habitantes da Louisiana com Bush que foram logo a seguir eleger um seu colega de partido! Reformularam-se e reconstruíram-se as infra-estruturas, reorganizaram-se os serviços, em suma, fez-se uma melhor preparação. Em 2008 outro furacão, o Gustav, praticamente tão potente como o Katrina, atingiu o Louisiana e Nova Orleães; todavia, houve poucas e pequenas inundações e a zona ficou quase incólume.»
Onze anos depois, em meados de Agosto, aquele Estado voltou a ser uma vítima da Natureza: chuvas torrenciais causaram graves inundações em várias zonas daquele, as piores desde o Katrina. Em curiosa coincidência, o governador é novamente um democrata – John Bel Edwards, que sucedeu a Bobby Jindal. Porém, o presidente é agora também um «burro» e isso pode explicar porque, desta vez, (grande parte d)a comunicação social, comentadores, observadores, artistas como Kanye West, não o criticaram e condenaram, por não ter ido de imediato visitar o Louisiana, como criticaram e condenaram George W. Bush por se ter «atrasado» a fazer o mesmo – o 43 foi lá três dias depois do desastre, e na véspera suspendera as suas férias e regressara a Washington devido ao mesmo assunto. Barack Obama só chegou 11 dias depois, a 23 de Agosto último. Antes, não fez sobre a calamidade qualquer declaração oficial enquanto continuava a gozar as suas férias em Martha’s Vineyard, jogando golfe e realizando angariações de fundos. Prioridades muito mais importantes, pelo que é favor não incomodar! Uma vez mais, o presidente Obama não esteve em sintonia com o senador Obama, que em 2005 acusou o seu antecessor de não estar à… altura do acontecimento; em 2016, isso não é um problema porque o seu camarada Edwards lhe disse para esperar! Até Donald Trump se mostrou mais presidenciável do que o Sr. Hussein… e Hillary Clinton, pois deslocou-se antes deles (aliás, ela ainda não foi) ao «Bayou Country», uma semana depois do início das inundações; nem o governador negou a utilidade da presença do candidato.       
Sim, Donald Trump e Barack Obama são muito «diferentes», e o actual presidente já o salientou por mais de uma vez. Na convenção do Partido Democrata, realizada em Filadélfia em finais de Julho, o Nº 44, para atacar o nomeado do Partido Republicano e marcar a diferença, não encontrou melhor – e, na verdade, não há melhor – do que utilizar e enaltecer alguns dos conceitos que são caros aos (verdadeiros) conservadores. Por outras palavras, ao dizer mal de Trump estava também, na prática, a dizer mal dele próprio, e do que tem feito há quase oito anos … Antes, em Maio, e no que terá sido talvez o maior caso de falta de «self-awareness» alguma vez registado, o Sr. Hussein achou apropriado esclarecer o milionário feito político que a presidência é realmente um «trabalho sério», não é «entretenimento» e não é um «reality show». Mais uma vez, é caso para dizer… olha quem fala! Aquele que já se filmou usando um «selfie stick», que já deu entrevistas a pessoas que tomam banho em guloseimas, e que tornou a Casa Branca, mais do que qualquer outro antes dele, numa casa de espectáculos – o que, diga-se, e comparado com outros, mais graves, «obamadorismos», não é o pior, nem mesmo mau. E que foi filmado a brincar com um cão de peluche e a recitar os nomes dos personagens mortos de «Jogo de Tronos», e a falar com Anthony Bourdain durante uma refeição num restaurante vietnamita… no Vietnam. Que «diferença», que «distância» para com «O Aprendiz». Sim, BHO «sabe» tudo o que há a saber sobre a dignidade do cargo que ainda ocupa…     
… Que é o de aproveitá-lo para, sempre que possível, descansar e, mais, distrair-se e divertir-se. E tentar não levar tudo demasiado a sério: por isso é que (aparentemente) não se incomodou por, no passado fim-de-semana, os chineses o terem desrespeitado ao chegar a Pequim para participar na cimeira dos G20. Afinal, uma pequena humilhação que se desculpa por a China (aparentemente) ir assinar o acordo climático de Paris, assim se juntando ao «resto do Mundo» no combate às «alterações climáticas», essa «maior» ameaça ao planeta que (em Maio último) se podia ver «a acontecerem agora mesmo» - claro que sim, era o tempo a aquecer, a Primavera a tornar-se Verão… É certo que há o «pequeno» pormenor de Barack Obama pretender assinar o mesmo acordo sem a devida, obrigatória, autorização do Congresso, mas que importância têm esse e outros formalismos quando «está em causa» o futuro de toda a Humanidade? É favor não incomodar igualmente com isso. E, já agora, qual é o problema de gastar – repetidamente – milhares de litros de combustível para avião quando se alega defender o ambiente? Afinal, ninguém quer que a – repetidamente – prevista mas nunca concretizada submersão de Nova Iorque aconteça… lá se iam as sedes e as redacções de tantas empresas de comunicação amigas dos democratas
(Adenda – Em viagem pelo estrangeiro, e, mais concretamente, no Laos, Barack Obama voltou a fazer aquilo que já fez várias vezes: criticou o seu país e os seus compatriotas. Estes, desta vez, foram caracterizados como «preguiçosos», e um deles, o candidato do Partido Republicano, foi por ele considerado alguém não qualificado para ser presidente, também por ter «ideias maradas» («wacky ideas») – assim contrariando, uma vez mais, uma posição do senador Obama, que, em 2008, condenara George W. Bush por fazer declarações sobre política interna durante uma visita a Israel. Pois, o «H» em BHO tanto é de Hussein como de hipocrisia...)   

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Nos prémios «Blogs do Ano» da MC

Após uma prolongada e ponderada reflexão (na verdade, nem por isso…) decidi participar, com o Obamatório, nos prémios «Blogs do Ano», promovidos pela Media Capital. Enviei a minha inscrição hoje, último dia do prazo… Obviamente, não espero de todo ser o vencedor, nem na categoria específica («Política, Economia e Negócios») nem na principal geral, o «Blog do Ano» propriamente dito. O que não me impede de considerar, «objectivamente» e sem falsas modéstias, que o Obamatório é o blog, mais do que do ano, da década! ;-)
Falando a sério, esta iniciativa poderia até constituir uma oportunidade, mesmo que indirectamente, para a MC, que detém a TVI, me compensar de algum modo pela censura que aquela estação de televisão me fez não uma mas sim duas vezes entre 2013 e 2015. Porém, e realisticamente, por isso bem posso esperar sentado… Não é esta, no entanto, a primeira vez em que concorro com o Obamatório a uma «competição» de blogs: a anterior (e única até agora) foi em 2012, no «Blogs do Ano» realizada pelo (também) blog Aventar, com um desempenho que se pode considerar honroso.

sábado, 27 de agosto de 2016

Anatomia de Grayson (Parte 3)

Caras e caros leitora(e)s do Obamatório: acaso sentiam necessidade e/ou saudade de mais uma selecção de alguns dos mais recentes, revoltantes e/ou risíveis dislates de Alan Grayson? Não? Pois, eu também não… mas manda a exigência de rigor e a preocupação pela sanidade proceder, com uma regularidade mínima, a uma verificação (ou uma confirmação…) do estado mental (deplorável) dessa autêntica personificação da parvoíce «progressista» na política partidária que é o representante da Flórida pelo Partido Democrata. E como tal não era feito aqui há quase seis anos (!), eis então uma dose de «sillyness» do autodenominado «congressista com tripas» («congressman with guts») também suficiente para alimentar toda e qualquer «silly season»…
… Que não seria necessário apresentar se, depois de ter sido derrotado pelo seu rival republicano Daniel Webster em 2010, ele tivesse reflectido e em definitivo desistido de se dedicar à «coisa pública» e voltado à «vida civil». Mas não: um novo distrito eleitoral (o 9º) foi criado naquele Estado, e em 2012 ele candidatou-se e venceu a respectiva votação. Pelo que o Congresso voltou a «beneficiar» da sua presença e da sua participação… em adicionais episódios embaraçosos. Como: afirmar que a anexação da Crimeia pela Rússia constituiu «uma transferência de poder virtualmente sem derramamento de sangue», pela qual, aliás, os EUA deveriam estar contentes («pleased»); assegurar que «o aborto não é homicídio»; troçar de Marco Rubio por este ter proposto fazer de Setembro o mês dedicado à divulgação das doenças da espinal medula. Nada disto, por insultuoso que seja, é verdadeiramente surpreendente para quem esteja a par das atitudes e dos comportamentos de Alan Grayson no passado…
… Porém, já é causa de algum espanto (ou talvez não…) a sua própria, privada «guerra à mulher»: em Março de 2014 soube-se que ele havia sido objecto de uma queixa de violência doméstica pela sua então esposa (entretanto divorciaram-se), tendo aquela recebido de um juiz da Flórida uma «temporary protective injuction», uma ordem do tribunal proibindo ao então marido qualquer contacto com ela. Na verdade, Lolita Grayson alegou que sofreu repetidos abusos físicos – dos quais existirão registos policiais e hospitalares desde 1994 – durante o casamento de 25 anos que a uniu ao controverso político… que, note-se, voltou a casar em Maio último, e com uma mulher, Dena Minning, que agora concorre ao seu lugar em Washington – o que poderá parecer insólito, mas adiante se explicará porque não é. Dois anos depois o assunto ainda é melindroso o suficiente para Alan Grayson ameaçar um jornalista do Politico que teve a (infeliz?) iniciativa de lhe pedir um comentário às acusações da sua ex - que ele nega veementemente.  
A quem perguntar se a situação de Alan Grayson poderia ficar pior depois disto, a resposta é… sim, pode! Em Fevereiro último o New York Times revelou que Grayson leva(va) uma «vida dupla»: havia criado e geria um «hedge fund», isto é, um fundo de protecção ou cobertura de risco, que, na prática, é um tipo de fundo de investimento altamente especulativo que visa rentabilizar ao máximo os capitais que lhe são confiados; enfim, algo contraditório para alguém que se destacara por criticar «psicopatas gananciosos» à direita, nomeada e obviamente os irmãos Koch; afinal, este «campeão dos progressistas» decidiu lançar-se em actividades capitalistas a partir do «paraíso fiscal» das ilhas Caimão, com o «nada» narcisista «Fundo Grayson» (posteriormente rebaptizado «Fundo Sibylline»… sibilino?!), criado em 2013, e que procuraria lucrar de situações resultantes de «desastres económicos, políticos e naturais», e em que numa das suas comunicações de angariação usou a famosa frase da família Rothschild que diz «o tempo de comprar é quando há sangue nas ruas»! Como não poderia deixar de ser, esta revelação suscitou a instauração de um inquérito pelo Comité de Ética da Casa, que, num relatório apresentado em Abril, concluiu que há «razões substanciais para acreditar» que AG violou leis federais e regras do Congresso por iniciar e desenvolver esta carreira paralela ao seu cargo de político eleito. No entanto, e comprovando – como se tal fosse necessário – que ele não tem o mínimo de vergonha na cara e que a hipocrisia é a sua essência, reagiu à «bronca» com a imaturidade previsível e, posteriormente, teve a «lata» de (novamente) criticar Wall Street!
Em circunstâncias normais, com pessoas normais, uma tal sucessão de situações escabrosas, escandalosas, levaria o envolvido a demitir-se, a fugir, a talvez tentar refugiar-se num (difícil) anonimato durante algum tempo… mas, todavia, não se está a lidar aqui com pessoas normais. Alan Grayson não só se mantém no seu posto como quer passar para um que está no patamar acima – e, lá está, «passar o testemunho» à sua actual esposa; mais concretamente, quer vencer e substituir Marco Rubio. O «congressista com tripas» quer ser o «senador com tripas»! Contudo, a sua (má) imagem até junto dos seus «camaradas» é tal que Harry Reid apelou a que ele desistisse e da corrida e, depois, disse-lhe pessoalmente que queria que ele perdesse! Em vez de se encolher, Grayson ainda mais se empertigou: declarou que é detestado pelo «establishment», pelas «elites corruptas» do Partido Democrata, sendo este uma ferramenta para a lavagem de dinheiro a favor de grandes doadores. Nada como uma (oportuna) «zanga de comadres» para se descobrirem (algum)as verdades…     

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Quem manda é ela

Em política – e não só nos EUA – uma das questões perenes é a de saber como abordar a presença e a eventual influência da família dos políticos e, em especial dos cônjuges. Havendo nesta actividade, como se sabe, ainda mais homens do que mulheres, é então sobre namoradas, esposas, companheiras de deputados (senadores, representantes), governadores… e presidentes que as atenções mais recaem. E afirmar que a elas caberá sempre uma posição secundária já não tem fundamento quando se vê qual foi o percurso de Hillary Clinton depois de ter sido primeira-dama do Arkansas e, depois, do país: senadora, candidata à presidência, secretária de Estado e, novamente candidata à presidência… e, desta vez, nomeada pelo seu partido.
Em relação a Michelle Obama já há quem queira «empurrá-la» para outros «voos» depois de o marido deixar a Casa Branca em Janeiro do próximo ano. Há que admiti-lo: comparada com Hillary Clinton e até com o próprio marido, ela não tem um passado repleto de «esqueletos no armário», de associações suspeitas ou mesmo criminosas, de afirmações incoerentes, insultuosas e mesmo incendiárias, não faz da mentira uma prática quase permanente. O que não quer dizer, evidentemente, que não tenha estado envolvida em algumas controvérsias desde que entrou no Nº 1600 da Avenida da Pensilvânia em Washington. Segue-se uma breve súmula das mesmas no último ano…  
… Das quais há a destacar antes de mais as duas vezes – uma numa cerimónia de formatura universitária, outra na recente convenção do Partido Democrata – em que ela disse que (desde 2009) «todos os dias acordo numa casa construída por escravos»… o que não é exactamente verdade, porque na Casa Branca trabalharam homens livres, e de outras etnias para além da africana. Mas porquê estragar as ilusões da ideologia (e a rescrita da História) com as evidências da realidade? E questionar as viagens e as visitas que a primeira-dama faz, em especial algumas que levanta(ria)m dúvidas legítimas devido ao custo ou até mesmo quanto ao local propriamente dito? Afinal, é mais fácil e mais «fofinho», tanto para jornalistas desonestos como para espectadores manipuláveis, ficar-se «derretido» com a presença de Michelle Obama num programa de «late night comedy» numa sessão de karaoke no carro com o apresentador daquele; e em que a artista mais cantada, mais elogiada, é Beyonce, que está longe de ser um bom exemplo mas que, em Portugal, é também vista por alguns como uma voz contra a violência quando, na verdade, está na prática a incitá-la.
A «missão» em que, porém, a primeira-dama mais se tem empenhado no seu «mandato» é o combate à obesidade nas escolas entre os jovens norte-americanos, através de uma iniciativa designada «Let’s Move». No entanto, aquilo que mais se tem… movido neste caso – como em tudo em que a esquerda se mete – é o Estado, a pressão e o poder da burocracia, do governo federal, que se traduz invariavelmente numa diminuição da liberdade (e da capacidade) de escolha. Na tentativa de imposição de uma «alimentação saudável» e da eliminação de «junk food», até biscoitos e sumos podem ser proibidos! O que explica a resistência de muitos dos «interessados, tanto alunos como professores e administradores dos estabelecimentos de ensino (públicos) abrangidos, que podem ver os seus financiamentos reduzidos ou mesmo retirados, e até a serem alvo de multas (!) caso se recusem a seguir as directrizes (ou doutrinas) nutritivas «progressistas»; houve quem não se deixasse intimidar e decidisse por se libertar desta «ditadura do palato». Todavia, e o que não surpreende, a campanha terá falhado em emagrecer… convenientemente os alunos, e havia indicações de que o Congresso poderia estar a preparar-se, enfim, para terminar mais esta experiência social esquerdista. É pois de admirar que ela não queira que se divulgue no Twitter o que foi o almoço depois das aulas?
Para descanso das mentes… e do metabolismo de muitos, já faltam só cinco meses para os Obama saírem. Barack até que estaria disponível para um terceiro termo, se não fosse a Constituição «e, mais importante, a Michelle, proibirem-no». Já não existiam muitas dúvidas, mas fica assim confirmado que quem manda é ela.

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

O «Evangelho» segundo Matthews (Parte 4)

Caras e caros leitora(e)s do Obamatório: acaso sentiam necessidade e/ou saudade de mais uma selecção de alguns dos mais recentes, revoltantes e/ou risíveis dislates de Chris Matthews? Não? Pois, eu também não… mas manda a exigência de rigor e a preocupação pela sanidade proceder, com uma regularidade mínima, a uma verificação (ou uma confirmação…) do estado mental (deplorável) dessa autêntica personificação da parvoíce «progressista» na comunicação social que é o apresentador do programa «Hardball». E como tal não era feito aqui há quase dois anos, eis então uma dose de «sillyness» do «estadista da MSNBC» suficiente para alimentar toda e qualquer «silly season»…  
… E, como habitualmente, as atoardas dele podem ser divididas em duas «categorias» principais: uma, «não há pior do que os republicanos»; outra, «não há melhor do que os democratas». Quanto à primeira, as primárias para a nomeação do candidato do PR à presidência forneceu a CM muito material para… divagação. Os dois hispânicos na corrida eleitoral foram particularmente visados… e vilipendiados: Chris Matthews interrogou-se sobre se alguém veria um debate hipotético apenas entre «os dois gajos cubanos», e ambos se comportaram como «chacais» ao atacarem Donald Trump. Porém, o seu desprezo por Ted Cruz mostrou-se bem maior do que o por Marco Rubio: o senador do Texas «desfruta» (assim como Carly Fiorina) quando uma clínica que pratica abortos é atacada, «opera abaixo do nível da vida humana», usou de tácticas «mccarthistas» ao criticar Trump por este não pretender divulgar as suas declarações de impostos, e foi como que «Joe McCarthy no seu pior» por exigir que o seu rival de Nova Iorque (e que entretanto obteve mesmo a nomeação e continua sem divulgar a sua declaração) revelasse uma conversa que tivera com o New York Times.
Evidentemente, a sua hostilidade contra os «elefantes» abrange outros alvos, individuais e colectivos: criticou Chris Christie por se ter referido aos membros do ISIS como «animais» - e sem dúvida que é ofensivo… para os animais; acusou Reince Priebus de ter como objectivo principal «impedir os negros de votarem»; equiparou os dirigentes do GOP aos mullahs do Irão por supostamente desprezarem a vontade da maioria; e considerou que os republicanos «arruinaram a sua noite» (uma das noites) da convenção realizada em Cleveland ao terem dado oportunidade a Patricia Smith, mãe de Sean Smith (um dos assassinados em Benghazi), de discursar naquela e de acusar Hillary Clinton – embora se deva realçar que é menos grave do que dizer que se gostaria de bater nela (na Sra. Smith) até à morte; e como não podia deixar de ser, eles são racistas até se mencionarem cidades que tenham uma significativa percentagem da população constituída por minorias étnicas.
Quando à segunda «categoria», a veneração de Chris Matthews pelos «burros» continua forte e imaginativa: acredita que existe (que continua a existir) uma «vasta conspiração de direita» contra Hillary Clinton; afirmou que Barack Obama teve de, enfim, «abanar o pirilau» («dick around») para conseguir a aprovação pelo Congresso, em 2009, do seu programa de «estímulo» à economia; admitiu que ainda se sente excitado (na perna apenas?) pelos discursos de Barack Obama; e, no que será uma das suas asserções mais inacreditáveis (e há muitas por onde escolher), garantiu que «os republicanos odeiam Hillary» mas não pensa que «os democratas odeiem Donald Trump»!     
Os lapsos cerebrais de Chris Matthews não se restringem, obviamente, a observações desequilibradas sobre políticos dos dois principais partidos norte-americanos. Na verdade, ele sempre consegue arranjar tempo para episódios especialmente bizarros, tais como: revelar que estava a «sentir borboletas» no Iowa; e perguntar, depois de outro atentado, porque é que o terrorismo «parece sempre envolver bombas». Porém, já não dá tanta vontade de rir a forte possibilidade – aliás, quase certeza – de ele se ter servido da sua influência televisiva (por reduzida que seja…) para apoiar a candidatura da esposa, Kathleen, a um lugar de representante (pelo PD, obviamente) do Maryland… e de tal forma o favorecimento foi ostensivo que a MoveOn promoveu uma petição para que ele fosse despedido! É, por incrível que isso possa parecer, a um liberal nem tudo deve ser sempre permitido…
No entanto, manda também a honestidade intelectual que se reconheça quando Chris Matthews dá mostras de sensatez, de solidariedade e até – quem diria! – de empatia para com um adversário ideológico. No caso, a mesma pessoa a quem ele chamou de «chacal», «mccarthista» e de «sub-humano»: sim, exactamente, o senador júnior do Texas, depois de o seu progenitor ter sido envolvido, pelo milionário-candidato de Nova Iorque com a ajuda do National Enquirer, no homicídio de John Kennedy. Matthews disse a 3 de Maio último, quase três meses antes da convenção do Partido Republicano e seis da eleição, o seguinte: «Donald Trump cometeu um grande erro hoje. (…) A resposta de Cruz foi pessoal e, acredito, permanente. Ele disse que é um mentiroso patológico quem diz algo como aquilo sobre o pai dele. Esta pode ser a primeira vez em que simpatizo profundamente com um candidato nesta corrida, e é Ted Cruz. Ninguém deveria ter a sua família arrastada desta maneira para um tal assassinato de carácter. Penso que o Sr. Trump vai pagar por isso em Novembro, por conservadores que vão recordar-se do que ele fez a outro conservador.» 

segunda-feira, 25 de julho de 2016

É de sangue, e não de ketchup

Não seriam necessários os mais recentes ataques terroristas ocorridos nos Estados Unidos da América (São Bernardino e Orlando) e na Europa (França e Alemanha) cometidos por muçulmanos que juraram obediência ao ISIS para comprovar e para salientar o quanto foi ridícula e vergonhosa (vergonhosamente ridícula, ridiculamente vergonhosa) a afirmação de John Kerry, feita em entrevista dada a Jake Tapper na CNN há cerca de uma semana, de que os membros do autoproclamado Estado Islâmico estão «em fuga» - ou «a correr», tradução literal do «on the run» original. Sim, eles estão a correr, não de mas sim contra nós, ocidentais, atacando, assassinando, massacrando indiscriminadamente cidadãos inocentes, homens, mulheres e crianças; por vezes não o fazem a pé mas sim conduzindo um camião, como em Nice, ou dentro de um comboio, como em Wurzburg.   
É evidente que o actual secretário de Estado dos EUA não é o culpado, o (ir)responsável directo pela insegurança que afecta presentemente os habitantes do Velho Continente, mas sim as várias gerações de políticos e de governantes deste lado do Atlântico que não só permitiram que se criassem e se consolidassem comunidades de muçulmanos que não se integra(ra)m, que não respeitam os valores judaico-cristãos e as leis dos países onde vivem, mas decidiram também «importar» mais uns quantos milhares de «refugiados» que mais não são, na sua quase totalidade, do que imigrantes ilegais… e agressivos. Tanto de um «lote» como do outro têm surgido, nos últimos anos, sucessivos terroristas, cuja «aprendizagem» se inicia, invariavelmente, pelo ataque a mulheres, quer molestando-as (tocando e mesmo violando) sexualmente – são centenas, se não mesmo milhares, os casos (pouco ou nada noticiados na comunicação social) só no Reino Unido, na Alemanha e na Suécia – quer tentando matá-las – por vezes falham, como a mãe e as três filhas em Garde-Colombe, por vezes acertam, como a grávida em Reutlingen; diferenciam-se porque são originários de Marrocos, da Tunísia, da Síria, do Irão (como o atirador de Munique), do Afeganistão, mas têm em comum o serem, todos, islamitas. Porém, deve ser atribuído à actual administração norte-americana o «pecado original» da desvalorização e da relativização da ameaça maometana extremista na sua «versão» mais moderna, que começou com a designação «JV team» de Barack Obama (e a retirada das tropas note-americanas do Iraque) e cuja iteração mais recente foi dada (anteontem, 23 de Julho, em Viena) por, precisamente, John Kerry, que equiparou, em gravidade, o ISIS aos aparelhos de ar condicionado e aos frigoríficos – enquanto «causadores» de «aquecimento global».
Sim, o candidato presidencial do Partido Democrata em 2004 (derrotado por George W. Bush) é uma anedota, um incansável produtor de gaffes (nisso «rivalizando» com o seu «camarada» e ex-colega do Senado Joe Biden), mas tal não é de agora – na verdade, é uma «carreira» que já dura há quase 50 anos. E o facto de ser o «rosto» da diplomacia dos EUA apenas acentua – e amplia, infelizmente – essa propensão. Daria vontade de rir (às vezes convulsivamente) se não fosse, ao mesmo tempo, tão deprimente, ouvi-lo dizer: aos membros de uma subcomissão do Senado, «não era suposto ele (um ex-prisioneiro de Guantánamo que voltou a combater pela Al-Qaeda) fazer isso»; aos graduados da Universidade de Northeastern, que eles acabaram de entrar «num mundo complexo e sem fronteiras»; a jornalistas numa conferência de imprensa no Departamento de Estado, que neste «tentamos desfazer o ódio» - aqui só faltou ter, mais uma vez, James Taylor a acompanhá-lo à guitarra…
É de sangue, e não de ketchup, que John Kerry tem as mãos sujas… nem que seja figuradamente. E mesmo no que respeita àquele condimento não se pode dizer que a limpeza seja inequívoca… Recorde-se, antes de se explicar o porquê das dúvidas quanto à «higiene» moral do ex-senador pelo Massachusetts, que ele é casado, desde 1995, com a luso-americana (nascida em Moçambique) Teresa Heinz, até então viúva de Henry Heinz III, que se notabilizara não só enquanto herdeiro da companhia alimentar com o mesmo nome (famosa pelos feijões e pelo tomate) mas também como senador do Partido Republicano pela Pensilvânia. Pois bem (ou mal), este ano foram conhecidas pelo menos duas características muito controversas da carteira de poupanças e de investimentos do casal: a utilização de (onze!) «paraísos fiscais» off-shore; e participações em (doze!) empresas chinesas, incluindo uma que opera no Tibete. Não consta que os «social justice warriors», predominantes tanto nas ruas como nas redacções, tenham manifestado o seu desagrado.       

sábado, 16 de julho de 2016

Nem as europeias

(Uma adenda no final deste texto.)
No passado dia 7 de Julho, em Dallas, cinco polícias foram mortos e nove foram feridos por Micah Johnson, um negro, veterano do Afeganistão, um autêntico racista - ao contrário do que ridiculamente afirmou Marc Lamont Hill - e genuíno terrorista, que, previamente, anunciara a sua vontade e intenção de matar brancos, e em especial agentes da autoridade. Numa cruel ironia, o crime ocorreu aquando de uma manifestação (que decorria pacificamente) naquela cidade do Texas contra as mortes, por elementos das polícias do Louisiana e do Minnesota, de mais dois cidadãos afro-americanos; ou seja, mais dois pretextos para os habituais demagogos e agitadores, que incluem Kamala Harris, procuradora-geral da Califórnia e candidata democrata ao Senado, alegarem irresponsavelmente que existe o objectivo deliberado, ou, pelo menos, uma tendência predominante, por parte de homens e mulheres em uniforme, de atirarem sobre, e matarem, negros – uma falácia persistente que foi recente e comprovadamente desmentida num estudo realizado por um académico afro-americano! Nos dois dias seguintes, nos Estados da Geórgia, do Missouri e Tennessee, outros polícias foram alvejados. Entretanto, na «terra dos dez mil lagos», elementos locais do «Black Lives Matter» exigiram, nem mais nem menos, do que o desmantelamento do departamento da polícia!
Joe Walsh, ex-representante do Illinois pelo Partido Republicano, e o New York Post foram acerbamente criticados (à esquerda) pelas suas reacções ao ataque em Dallas: o primeiro emitiu um tweet (que depois apagou, mas não a tempo de evitar que ficasse registado) em que afirmava «isto agora é guerra»; o segundo colocou, na sua capa do dia 8, as palavras «guerra civil». Que, efectivamente, existe nos Estados Unidos da América, e não é de agora, como afirmei em texto, aqui no Obamatório, publicado em Abril do ano passado, concretamente «uma segunda guerra civil, mais uma vez por culpa dos democratas, que, com as suas (más) posições em áreas e em assuntos fundamentais, têm vindo a colocar em causa seriamente a coesão, a integridade e o desenvolvimento da nação. Agora a luta não envolve literalmente canhões e espingardas mas outras armas, de outros tipos… políticos, judiciais, administrativos e burocráticos, económicos e demográficos.» Entretanto, a luta, de facto e infelizmente, passou mesmo a envolver armas de fogo. Não que, reitero-o, elas sejam indispensáveis na guerra que a «sinistra» norte-americana promove e pratica, e com posições, creio, em que nem as suas congéneres europeias, em particular a portuguesa, se revêem. Atrever-me-ia (e atrevo-me) a supor que quase todos os dirigentes e os militantes do PCP, do BE e do PS ignoram que no PD: se contesta e se combate a utilização obrigatória de cartões de identificação em eleições; se defende a imigração em larga escala, sem penalizações para os que entram ilegalmente no país, e, pelo contrário, a concessão àqueles de diversos benefícios, incluindo na segurança social e na educação; se propõe o silenciamento (não acesso aos órgãos de comunicação social e às escolas) e até mesmo a prisão dos que não acreditam na existência de «aquecimento global»; se enaltece e se estimula o aborto em qualquer fase da gravidez, incluindo no fim da gestação, aos nove meses, com a criança prestes a nascer…
… E, sabendo-se isto tudo, não é propriamente surpreendente que os «progressistas» norte-americanos, sempre na procura de novos limites de depravação e de loucura para superar, tenham decidido abrir uma nova «frente» na sua guerra permanente aos mais básicos conceitos e fundamentos civilizacionais: as casas de banho. Na sequência da votação e da aprovação, com acalorada discussão, de «leis de liberdade religiosa» em Estados como a Carolina do Norte e a Geórgia, propostas para tentar contrariar a imposição, pelo governo federal, da «agenda LGBT», a actual administração, através do Departamento de (Des)Educação, enviou uma carta a todas as escolas do país «sugerindo» - na verdade, exigindo – que as «pessoas transgénero» devem aceder ao lavabo (e ao balneário, e ao vestiário) que corresponda(m) à sua «identidade de género escolhida» - ou seja, mesmo sem ter efectuado qualquer cirurgia, qualquer homem que diga ser mulher (e vice-versa) deve poder penetrar… onde quiser. E porquê? Porque, para os «liberais» do outro lado do Atlântico, e tal como foi expresso por Loretta Lynch, «discriminar» (a entrada em determinadas instalações) por sexo é tão grave e condenável como discriminar por raça ou etnia! Mais uma vez, é a «homossexualização» forçada da sociedade a ser implementada sob a forma de oposição à «heteronormatividade»: se a existência de machos e de fêmeas é geradora de conflitos, então que cada um(a) passe a ser um ou outro onde e quando quiser, ou qualquer outra das muitas (?) coisas que ficam entre os dois
É um novo cúmulo da hipocrisia o facto de praticamente as mesmas pessoas que ainda recentemente alertavam para a existência (não demonstrada) de uma «cultura da violação» («rape culture») nas universidades (e não só) dos EUA estejam agora a favorecer a propagação, a outros níveis, dessa «cultura», a criar as condições para que aquela realmente exista! Porque, obviamente, nunca faltaram nem faltarão os tarados, criminosos, que, aproveitando mais esta «mudança de mentalidades» e alegando que são «mulheres», mais facilmente conseguirão os seus intentos… a não ser que sejam apanhados e impedidos a tempo. Casos documentados e noticiados não faltam: é um aqui, outro ali, cinco cá, vinte e cinco acolá… Para além disso, o que também já não espanta, não houve escassez de políticos, «artistas» e até organizações que não só manifestaram o seu apoio ao «direito» de se escolher a retrete onde se quer urinar e defecar mas também, incrivelmente, ameaçaram ou concretizaram mesmo boicotes aos Estados onde isso estava a ser posto em causa. Porém, várias dessas individualidades e instituições mostraram ter «telhados de vidro» porque, enquanto se insurgem contra a falsa homofobia de cristãos, seus compatriotas, que apenas não querem participar em casamentos contra-natura e em outras manias desviantes, não se lhes conhece um protesto contra a verdadeira homofobia de (países) muçulmanos e comunistas, que assassinam LGBT’s só por o serem, e junto dos quais actuam e fazem negócios. Destacam-se, nessa autêntica galeria da infâmia, Andrew Cuomo, Bryan Adams, Cirque du Soleil, Javier Gonzales, Marvel, NBA, PayPal e Walt Disney.
É degradante, deprimente, e mais um indicador do quanto os EUA foram «transformados fundamentalmente», que várias e importantes entidades do país sejam dirigidas, aparentemente, não por gestores competentes mas sim por «guerreiros da justiça social» incoerentes. No entanto, se eles não hesitam em fazer das empresas como que «máquinas de guerra» que tomam (parte d)os consumidores como alvos, então estes devem ripostar recorrendo às melhores «armas» que têm: as suas carteiras.
(Adenda – Ontem, 18 de Julho, os noticiários das 13 horas na RTP e na SIC (não me foi possível verificar se aconteceu o mesmo no da TVI) passaram reportagens sobre o início da Convenção do Partido Republicano, que decorre este ano em Cleveland; em ambas foi dado «tempo de antena» aos manifestantes, esquerdistas, democratas, que já se encontram naquela cidade, contra o PR e contra Donald Trump, para expressarem as suas «opiniões»… e em ambas não se ouviu um único apoiante de um e de outro. Também nos dois noticiários se fez referência a mais um ataque a polícias, desta vez em Baton Rouge, no Louisiana, que causou três mortos – soube-se depois que o atirador foi membro dessa «tolerante», muçulmana, «nada radical» organização que é a Nação do Islão. Entretanto, verificaram-se outros ataques, em Milwaukee e em Kansas City, tendo dois agentes da autoridade ficado feridos. É evidente que nunca ocorreria a certos «jornalistas» das televisões portuguesas apontar o facto de que muitos dos que protestam contra os «elefantes» também incitam à violência contra polícias, e até «justificam» os assassinatos destes – como é o caso de um «redactor» do ThinkProgress, organização que, nunca é de mais lembrar, é financiada por George Soros.)     

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Menos livres e menos bravos

(DUAS adendas no final deste texto.
Mais um 4 de Julho que se assinala, mais um «Dia da (In)Dependência» que se celebra… A data mais importante na história dos Estados Unidos da América, um feriado em que supostamente se reconhece e se festeja o orgulho de ser cidadão daquele país, e a força, o poder, o respeito que dele emana…
… Porém, e na verdade, desde que Barack Obama é presidente, os EUA têm vindo… progressivamente a ter menos motivos para se sentirem seguros da sua superioridade. Não restam dúvidas de que o Sr. Hussein tem procurado, deliberadamente, enfraquecer, diminuir, o papel e o contributo do seu país na cena mundial, o que, mais preocupante, se traduz igualmente numa maior fragilização interna – uma economia que não se expande decisivamente (o que não surpreende, com um Estado, um governo federal, cada vez mais regulador e constrangedor), e uma multiplicação de conflitos «identitários» (raciais, étnicos, sexuais) estimulados e causados por militantes esquerdistas extremistas (uma redundância) que vêem na divisão e no ressentimento, mesmo que artificiais, a sua razão de ser. Tudo isto, claro, permitido e até incentivado por um «comandante-em-chefe» que não mostra – nunca mostrou – qualquer aptidão para o cargo. Ele gosta – sempre gostou – de, isso sim, fazer campanha eleitoral, e prepara-se para voltar à estrada e dar uma ajuda a Hillary Clinton na campanha presidencial – que, depois da conversa privada que o marido teve com Loretta Lynch, deverá muito provavelmente escapar a uma acusação… Afinal, qual é a surpresa? Acaso seria de esperar que a actual administração, e concretamente o Departamento de (In)Justiça, prejudicasse grave e irreversivelmente a candidata que o «chefe» daquela vai apoiar?
Portanto, é «business as usual» para o Partido Democrata, a maior e mais antiga organização criminosa dos EUA. Que se está «nas tintas» para que o país, ainda sob o seu controlo ao nível federal, se tenha «transformado fundamentalmente» numa anedota. E os exemplos disso não só não escasseiam como se vão sucedendo… Uma investigação recentemente completada e divulgada pela Marinha concluiu que os militares que em Janeiro deste ano foram capturados por iranianos não se comportaram à altura das circunstâncias e dos «altos padrões» que deles são esperados. Pelo que não é descabida a acusação de Carl Higbie, ex-SEAL, que a propósito daquele «embaraço nacional» considerou que se tem vindo a verificar uma «wussification» das forças armadas. Como que a confirmar essa «emasculação» já este ano se ficou a saber que soldados na Geórgia tiveram de assistir, em 2015, a uma apresentação sobre os «privilégios de ser branco, macho e heterossexual», e que a proibição da admissão de transgéneros havia sido levantada.
Evidentemente, a «wussification» alastra igualmente entre os civis, e nestes ainda com mais força. Há relatos de que, na Europa, diplomatas norte-americanos têm vindo a ser assediados, incomodados, ameaçados e até perseguidos por elementos das agências russas de inteligência e de segurança; as reacções da Casa Branca não têm sido propriamente marcadas pela firmeza e muito menos pela retaliação, o que vem provar mais uma vez a «flexibilidade» que Barack Obama prometeu a Vladimir Putin se fosse reeleito. Na verdade, as prioridades em Washington são outras: o Departamento de (In)Justiça anunciou que, a partir de 2017, todos os seus funcionários receberão formação e treino contra «bias», «preconceitos» - e isto segundo um modelo que parece decalcado de uma proposta dos «Black Lives Matter»; entretanto, o FBI, organização sob tutela do DdJ, não tem informado e avisado os norte-americanos de que estão em «listas para matar» do ISIS; em simultâneo, o director da CIA, John Brennan, «expressou preocupação» que o «Estado Islâmico» possa realizar nos EUA ataques semelhantes ao do ocorrido no aeroporto de Istambul em 28 de Junho último – o que é… insólito, porque os atentados em São Bernardino e em Orlando, reivindicados pelo «Daesh», foram anteriores ao da Turquia. Porém, nada de preocupações, pois Susan Rice tem a «solução» perfeita para aperfeiçoar os serviços de segurança e de inteligência da nação: recrutar mais junto das minorias, dado que existe uma preponderância naqueles de «white, male and Yale»; registe-se, por curiosidade, que Ash Carter, John Kerry e Samantha Power se formaram naquela universidade…
Obviamente, num contexto conspurcado pelo «politicamente correcto» e pela perversão esquerdista quem se assume como patriota e quer exibir a «stars and stripes» arrisca-se a ter problemas. De facto, não é de agora que o símbolo máximo dos EUA aparenta ser uma bandeira da discórdia. Mais recentemente, e neste âmbito, ela foi queimada por hispânicos que se manifestavam (violentamente) contra Donald Trump, arrancada por uma muçulmana envergando uma burqa (!), pretexto para chamar a bombeiros «terroristas», motivo para despedir um veterano e para ameaçar outro de despejo, e amontoada(s) num cemitério. No entanto, tão ou mais revoltante do que fazem uns com a bandeira na realidade é o que outros têm feito com uma personagem fictícia que é, todavia, uma corporização viva, se bem que simbólica, daquela – o Capitão América. Só no último ano ele já foi colocado (nas revistas, não nos filmes) a defender imigrantes ilegais e a revelar-se como um agente nazi e membro da Hydra, e, porque há quem lamente a sua «virilidade heterossexual» (no cinema), surgiu uma campanha no Twitter para o tornarem homossexual e arranjarem-lhe um «namorado»! Sim, são ideias insultuosas de idiotas de m*rd*, mas é o que acontece quando as «políticas de identidade», que os «progressistas» propagam, nada nem ninguém poupam.
Sim, esta é uma época «excelente» para celebrar o 4 de Julho. América, «land of the free, home of the brave» («terra dos livres, lar dos bravos»), como reza o hino nacional, «The Star-Spangled Banner»? Com Barack Obama, os americanos estão menos livres e menos bravos. 
(Adenda – Tal como eu previ, e outros também (o que, aliás, não era difícil), o FBI decidiu não recomendar uma acusação contra Hillary Clinton por ter usado um servidor privado para enviar e receber informações enquanto foi secretária de Estado – informações essas que incluíram material confidencial; porém, James Comey, director do «Bureau», admitiu na conferência de imprensa em que anunciou a decisão que a candidata do Partido Democrata à presidência dos EUA incorreu em vários comportamentos incorrectos e mesmo ilegais, e confirmou isso hoje (7 de Julho) em audiência no Congresso e em resposta a perguntas de Trey Gowdy. O representante da Carolina do Sul, tal como o senador Ted Cruz e outros observadores reputados, juristas prestigiados ou não, concordam que se está perante (mais) um grave precedente, (mais) uma ameaça ao primado da lei. Entretanto, Loretta Lynch tomou a decisão de encerrar formalmente a investigação… mas ela e os seus cúmplices que não pensem que isso vai apagar (mais) este escândalo da memória colectiva.)
(Segunda adenda – Quatro dias depois do 4 de Julho, Barack Obama terá pedido à NATO, aquando da cimeira de 2016 da organização, realizada em Varsóvia, «firmeza contra a Rússia». Não admira, porque, dele, só há a esperar… flexibilidade.) 

domingo, 26 de junho de 2016

Cuspir nos cadáveres

(Uma adenda no final deste texto.)
Há ocasiões, há acontecimentos – incluindo os horríficos, os infelizes, os trágicos – que aconselham a que se espere algum tempo para mais e melhor se adquirir a (e reflectir sobre a) informação disponível antes de se fazer um comentário minimamente fundamentado. Há cerca de duas semanas, a 12 de Junho, aconteceu na Flórida, e mais concretamente em Orlando, aquele que foi o maior assassinato colectivo por armas de fogo na história dos Estados Unidos da América, e, ao mesmo tempo, o pior atentado terrorista no país desde 11 de Setembro de 2001…
… Quando um individuo chamado Omar Mateen, cidadão norte-americano muçulmano de origem afegã, matou 49 pessoas e feriu mais de 50 no Pulse, um clube homossexual daquela cidade. Repare-se em como este criminoso constituía um autêntico «três em um» do mal, do ódio, da perversão: durante o ataque ele telefonou para a polícia reivindicando o atentado em nome do ISIS e jurando fidelidade ao líder daquele, Abu Bakr Baghdadi: existem relatos, informações, de que Mateen seria ele próprio homossexual, embora não assumido; e, mas isto está confirmado, era um democrata registado – repito, um democrata registado. Porém, quem é que a esquerda, Partido Democrata, «liberais» e «progressistas», lamestream media, culpam principalmente, se não exclusivamente, pelo ocorrido? «Obviamente», a direita, Partido Republicano, cristãos e conservadores, a NRA. Por exemplo, é ver, e vomitar, com o que ACLU, New York Times, Reddit, Rolling Stone, Salon, afirmaram, escreveram, fizeram.
Espantoso? Estranho? Indigno? Insólito? Revoltante? Sim, mas não surpreendente… pelo menos, não para quem conhece de facto como é, como se processa, a politica norte-americana das últimas décadas, e a relação de forças – e de fraquezas – entre os seus protagonistas mais importantes. Ou para quem lê e consulta regularmente o Obamatório…
O que aconteceu em Orlando veio demonstrar que, infelizmente, pouco ou nada se aprendeu com os anteriores ataques em São Bernardino e em Boston. Que o «politicamente» («religiosamente», «culturalmente») correcto implementado, imposto, por Barack Obama em todos os níveis da administração pública, incluindo as forças policiais, tem causado graves danos, que se estendem lamentavelmente à perda de inocentes vidas humanas. Os receios, e acusações, de «islamofobia» têm feito com que muitos e variados «sinais de alarme» relativos a certas pessoas e aos seus comportamentos não sejam detectados, e, se e quando o são, não sejam valorizados. Na verdade, há anos que Omar Mateen «avisava» que poderia um dia causar problemas graves, de que há a destacar: aquando do 9/11 celebrara os ataques e afirmara que a América os merecera; um colega dele já denunciara, ao patronato da empresa de segurança (!) em que ambos trabalhavam, estranhas e desagradáveis atitudes do futuro terrorista; o FBI já o havia investigado em 2013 e em 2014 e não o considerara uma ameaça; e, em Abril deste ano, o FBI foi contactado por elementos do DisneyWorld (localizado em Orlando), que suspeitaram de Mateen e a esposa depois de o casal ter visitado o famoso parque de diversões…       
Se o «antes» do atentado já foi mau, o «depois» foi ainda pior. Como em outras ocasiões semelhantes, os democratas não esperaram que os corpos das vítimas arrefecessem para deles se aproveitarem de modo a reafirmar os seus habituais – e errados – dogmas políticos. Porque obviamente que não iriam clamar por maiores e melhores medidas contra o islamismo radical; o que eles querem, sim,é mais gun control, maior controlo de armas, uma diminuição da capacidade de os cidadãos se defenderem. O Pulse – do qual Omar Mateen era, ao que consta, um cliente regular – é, como não podia deixar de ser e como não é difícil de adivinhar, (mais) uma gun free zone. Pelo que os «burros» mais não fizeram do que, simbolicamente, ou até literalmente, cuspir nos cadáveres de cinco dezenas de membros de uma comunidade – a LGBT – de qual se proclamam como os principais defensores…
… Embora, na realidade, não o sejam. Demonstrando, novamente, que são, sim, mais do que hipócritas, uns demagogos sem vergonha, vários representantes do PD na Casa decidiram organizar uma «festa temática» cujo tema foram os anos 60… nada mais, nada menos do que um «sit in» em que, literalmente, se sentaram no chão daquela câmara do Congresso de modo a exigirem à maioria republicana – que, vá lá, não alinha em todas as depravações azuis – que retirasse direitos constitucionais, isto é, os conferidos pela Segunda Emenda, a todos os cidadãos que, muitas vezes arbitrariamente e sem conhecimento dos próprios, têm os seus nomes colocados em «listas negras» - como a «no fly list» e a «terror watch list» - elaboradas por organismos do governo federal; não se tratou, como eu ouvi a mais do que um órgão de comunicação social português, de implementar e de expandir background checks, verificações de segurança e tempos de espera, que aliás já se aplicam em muitos Estados (e que raramente têm efeitos positivos), mas sim de negar a cidadãos o due process, o direito de terem os seus casos dirimidos em tribunais. Pormenor particularmente ridículo em toda esta palhaçada? O de John Lewis, um dos líderes deste quase shutdown, já ter estado igualmente numa dessas famigeradas listas, e de o seu mentor e líder da campanha dos afro-americanos pela igualdade, Martin Luther King (que usava armas!), também!   
Saúde-se ao menos, e desta vez, a honestidade de um colega de bancada de John Lewis, Charles Rangel, que admitiu acreditar que eles, representantes do povo, merecem mais ser protegidos por armas e por homens armados do que o povo que representam! Povo que, para a actual administração, mais não é do que uma maralha ignorante e facilmente influenciável e manobrável, porque, através do Departamento de (in)Justiça, decidiram publicar a transcrição das comunicações de Omar Mateen com a polícia… mas na quais todas as referências ao ISIS foram apagadas! A gozação foi tanta e tão feroz que os obamistas lá divulgaram depois a versão integral, não «corrigida», da transcrição… Evidentemente, esta não foi a primeira vez que os patéticos «pajens» do Nº 44 se serviram da censura para (tentar) ocultar a «verdade inconveniente» da existência do terrorismo islâmico e da violência agravada e generalizada que lhe é inerente. Contudo, qual é a surpresa? Os (maus) exemplos vêm de cima, e o «chefe» deles é, além de um incompetente com mau carácter, um ideólogo vil que cresceu e se formou rodeado de comunistas e de muçulmanos. Os cerca de seis meses que faltam para ele sair da Casa Branca vão custar mesmo muito a passar.
(Adenda – Não é novidade que a «comunidade LGBT» não prima propriamente pela consistência e pela inteligência quando se trata de mostrar o seu «orgulho»; nem, frequente e ironicamente, pela coragem. Na recente parada «arco-íris» em Nova Iorque, realizada duas semanas após o ataque em Orlando, podia ler-se numa enorme faixa: «ódio republicano mata». Repito uma segunda vez: era democrata, além de muçulmano, o autor do atentado… Aliás, antes, activistas homossexuais já haviam protestado contra Donald Trump às portas da sua «torre» na «Grande Maçã»… não é curioso eles nunca se manifestarem frente a mesquitas? Entretanto, bem que podiam pedir protecção àqueles democratas no Congresso que, apesar de exigirem, até com «birras» indignas de adultos, (mais) controlo ou mesmo confiscação de armas, não deixam de ter as suas…)